A Casa Grande de Salvaterra do Extremo, mais do que uma simples propriedade, é um pedaço vivo da história raiana que aguarda um novo capítulo. Localizada no coração de uma das aldeias mais autênticas da Beira Baixa, esta imponente propriedade é o ideal para quem procura um projeto de vida com alma, espaço e uma ligação profunda à natureza e à cultura. Com uma impressionante área coberta de 628 m² distribuída por três pisos e mais de trinta divisões, o edifício oferece uma escala monumental e uma versatilidade espacial absolutamente rara. O seu vasto potencial adapta-se de forma natural a múltiplas visões e projetos de vida. Inserida num terreno com 1080 m², a propriedade conta ainda com cinco antigas dependências agrícolas ao redor da casa principal, proporcionando o cenário perfeito para criar um requintado projeto de turismo rural ou boutique hotel. Em alternativa, a abundância de espaço interior e exterior torna-a no local ideal para uma inspiradora casa-atelier, acolhendo residências artísticas, um dinâmico centro multicultural para eventos e retiros, ou simplesmente um refúgio familiar exclusivo com amplos jardins privativos e total privacidade. Pertencente à mesma família de influentes proprietários agrícolas ao longo de várias gerações, a casa domina o centro da aldeia com a sua presença senhorial. Embora necessite de obras de reabilitação e restauro, preserva intactos os seus nobres elementos arquitetónicos originais, como cantarias, madeiras e a traça tradicional, oferecendo uma base de excelência para um projeto de renovação. Salvaterra do Extremo respira história nas suas ruelas. Localizada mesmo na linha de fronteira com Espanha (separada apenas pelo profundo vale do Rio Erges), foi em tempos uma praça-forte vital na defesa do território português. O seu imponente Pelourinho e as ruínas do antigo castelo atestam a sua importância estratégica passada. Hoje, é um oásis de tranquilidade e comunidade genuína. A aldeia está inserida nesta grandiosa área protegida, um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza e do birdwatching. As escarpas do Rio Erges abrigam colónias impressionantes de Grifos, Abutres do Egito e Águias, oferecendo trilhos pedestres de cortar a respiração que atraem turismo ecológico durante todo o ano. A curta distância, encontramos a vibrante vila de Idanha-a-Nova, reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa da Música, o que traz uma dinâmica cultural surpreendente à região (como o famoso festival Boom Festival e outros eventos de artes tradicionais). A proximidade a Monsanto (a 'Aldeia Mais Portuguesa de Portugal'), Penha Garcia e às Termas de Monfortinho garante um fluxo constante de visitantes em busca de património, geologia e bem-estar. RICARDO GRACIO
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