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Mediação imobiliária a dar o tudo por tudo para se adaptar à nova realidade

Mediação imobiliária a dar o tudo por tudo para se adaptar à nova realidade

06/05/2020

Com a maioria das empresas já de portas abertas, setor espera um decréscimo na procura e visitas de imóveis no imediato, mas está otimista.

Com a maioria das empresas já de portas abertas, setor espera um decréscimo na procura e visitas de imóveis no imediato, mas está otimista.

O imobiliário recebeu luz verde do Governo para retomar a atividade na primeira fase do plano de desconfinamento do país - que se fará em três etapas, com início a 4 de maio de 2020. Depois de um mês e meio a teletrabalhar, devido à pandemia da Covid-19, os profissionais e mediadoras imobiliárias podem reabrir as lojas ao público, desde que sejam respeitadas as rigorosas regras e normas de segurança. Uma oportunidade que permitirá ao setor regressar “à normalidade”, passo a passo, e procurar adaptar-se à nova realidade. Numa altura em que é “preciso dar tempo ao tempo”, as empresas voltam ao terreno a querer dar tudo por tudo para recuperarem da crise. 
O idealista/news ouviu duas vozes representativas do setor da mediação em Portugal, nomeadamente Francisco Bacelar, presidente da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP),  e Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e para perceber os contornos deste regresso, se há alguma previsão de quando todo o setor estará operacional, as perspetivas para o futuro, os desafios e que conselhos têm para profissionais e clientes.
Tudo é uma questão de “tempo e de reajustes”
Francisco Bacelar, presidente da ASMIP, considera que este era um “regresso ansiado” e que falta agora, com o passar do tempo “apurar a resposta do mercado, e o regresso dos correspondentes negócios, sabendo-se de antemão que tudo será diferente”. “O foco, pelo menos para já, não será o capital estrangeiro, e mantêm-se as dúvidas sobre a resposta do cliente português quanto à motivação para investir no futuro próximo, que, para já, é de muitas incertezas”, defende o responsável.
“Tirando casos pontuais, que os haverá certamente, creio que a partir desta segunda-feira, as empresas de mediação imobiliária estarão a funcionar. Não obstante, não é sinónimo de estar a fazer negócios, para além dos que já estivessem marcados e/ou apalavrados”, salienta ainda. Francisco Bacelar considera que para o setor esteja “operacional” é importante haver produto, compradores, motivação destes, capacidade de investimento, e de financiamento para a procura.
“O produto na forma de imóveis novos em falta antes da paragem, assim se manterá se não houver significativa quebra nos negócios. O contrário implicará alguns reajustes de preços e adequação ao novo cliente de origem nacional, menos apto para suportar preços elevados”, garante. Admite que, como sempre acontece com as crises, “é tudo uma questão de tempo, de reajustes”, e tudo voltará a acontecer com naturalidade, “apesar dos previsíveis abandonos por quem esteja menos preparado para suportar os elevados custos de algum tempo sem negócios”.
O produto na forma de imóveis novos em falta antes da paragem, assim se manterá se não houver significativa quebra nos negócios. O contrário implicará alguns reajustes de preços e adequação ao novo cliente de origem nacional, menos apto para suportar preços elevados
Para os profissionais deixa uma mensagem de motivação e, silmultaneamente, de cuidado. “Não me canso de repetir que só quem for resiliente conseguirá aguentar. Mas para isso é importante que estejam minimamente preparados a nível financeiro. É que pretender ser resiliente sem a mínima condição para conseguir efetuar o seu trabalho, pode levar a maiores prejuízos por força da ‘teimosia’”, defende. Apesar de aconselhar o esforço acrescido, Francisco Bacelar diz que “convém que analisem primeiro se têm condições de aguentar sem receitas, e por quanto tempo”, e que “se  não houver espaço de manobra, devem avaliar a situação e procurar outras saídas, mais cedo do que tarde”.
“Quanto aos clientes, também eu sou consumidor e também eu tenho reservas profundas de como será o mundo a partir de agora. Não obstante, todos vamos continuar a consumir todo o tipo de produtos e habitação é um bem essencial. Sabendo que há disponibilidade da banca para emprestar, e quiçá que apesar dos ajustes os arrendamentos poderão continuar a ter preços pouco recomendáveis para a maioria das carteiras portuguesas, não há como deixar de acreditar na nossa capacidade de renovação, e reinvenção”, conclui.
A importância do setor para a economia
A APEMIP congratula-se com a decisão do Governo, que resulta, segundo o seu porta-voz, “das solicitações feitas pela APEMIP e transmitidas pela Confederação do Comércio e Serviços (CCP), em sede de Concertação Social”, algo que dá um sinal ao setor de que, finalmente, “o mesmo é considerado em paridade com outras atividades, dando-se o devido valor à importância desta classe e àquilo que representa no panorama económico nacional”, nas palavras de Luis Líma.
O presidente da APEMIP diz que a grande maioria das imobilárias já terá reaberto ao público esta segunda-feira, 4 de maio de 2020, estando preocupadas em “garantir o cumprimento de todas as condicionantes impostas, nomeadamente no que diz respeito ao número limite de pessoas que podem permanecer dentro do mesmo espaço”. “Muitas agências terão neste momento apenas uma pessoa nas suas instalações”, frisa o responsável.
Neste momento, e porque está a haver uma “fase de adaptação por parte das empresas à nova realidade, nomeadamente no que diz respeito ao cumprimento das regras e recomendações de higiene e segurança impostas pelas Autoridades de Saúde Pública, e também pouco à vontade de alguns proprietários que não se sentem ainda confortáveis para que os seus imóveis sejam visitados”, Luís Lima considera que “é necessário dar tempo ao tempo e compreender que é natural que neste período haja um decréscimo na procura e nas visitas, pois as pessoas estão receosas não só com a questão sanitária, mas também com o real impacto económico que esta pandemia poderá ter nas suas vidas”.
Reforça a importância de “que todos devem fazer a sua parte para garantir a sua segurança e a segurança dos seus clientes, e assim evitar que haja um retrocesso da situação pandémica nacional, o que poderá ser uma verdadeira tragédia para a economia nacional”. E recorda que "o primeiro-ministro ao anunciar as fases das medidas de desconfinamento disse claramente que não teria nenhum problema em recuar, caso fosse necessário”.
É necessário dar tempo ao tempo e compreender que é natural que neste período haja um decréscimo na procura e nas visitas, pois as pessoas estão receosas não só com a questão sanitária, mas também com o real impacto económico que esta pandemia poderá ter nas suas vidas
Ainda assim, Lima acredita que todos devem “estar otimistas, mas também realistas sobre aquilo que o futuro reserva ao imobiliário”, sublinhando que “não há dúvida de que as nossas empresas estão hoje mais bem preparadas para enfrentar um golpe do que estavam no período da Troika”. Tem plena noção de que nem todas conseguirão suportar o impacto, mas considera que as que conseguirem atravessar este momento, farão uma vez mais o seu papel para que setor se reafirme como uma força motriz da economia nacional. “Estaremos, uma vez mais, na linha da frente para a captação de investimento e dinamização económica”, afirma.
Antevendo que se aproxima agora um período com alguns desafios, nomeadamente relacionados com alguma quebra da procura, “motivada pelas questões sanitárias que farão com que, nos próximos tempos, haja uma tendência para o adiamento de decisões como a compra de casa, devido à quebra do poder de compra das famílias motivada pela instabilidade laboral que é expectável”.
Por outro lado, garante, surge a oportunidade da dinamização do mercado de arrendamento e do investimento para este setor (que se estima que cresça) e também uma janela de oportunidade na captação de não residentes para Portugal, que não sendo imediata poderá ser promovida pela generalização do teletrabalho e pela segurança que o país tem transmitido e pela forma como está a lidar com esta crise sanitária.
“Também já há sinais positivos que foram transmitidos pelo setor financeiro ao mais alto nível, de que o “milagre português” na gestão da questão sanitária tem despertado o interesse dos estrangeiros em investir em Portugal, estando aqui uma “porta aberta” para conseguirmos agregar algum investimento que poderia estar dirigido para Espanha ou Itália”, remata.

O imobiliário recebeu luz verde do Governo para retomar a atividade na primeira fase do plano de desconfinamento do país - que se fará em três etapas, com início a 4 de maio de 2020. Depois de um mês e meio a teletrabalhar, devido à pandemia da Covid-19, os profissionais e mediadoras imobiliárias podem reabrir as lojas ao público, desde que sejam respeitadas as rigorosas regras e normas de segurança. Uma oportunidade que permitirá ao setor regressar “à normalidade”, passo a passo, e procurar adaptar-se à nova realidade. Numa altura em que é “preciso dar tempo ao tempo”, as empresas voltam ao terreno a querer dar tudo por tudo para recuperarem da crise. 
O idealista/news ouviu duas vozes representativas do setor da mediação em Portugal, nomeadamente Francisco Bacelar, presidente da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP),  e Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e para perceber os contornos deste regresso, se há alguma previsão de quando todo o setor estará operacional, as perspetivas para o futuro, os desafios e que conselhos têm para profissionais e clientes.
Tudo é uma questão de “tempo e de reajustes”Francisco Bacelar, presidente da ASMIP, considera que este era um “regresso ansiado” e que falta agora, com o passar do tempo “apurar a resposta do mercado, e o regresso dos correspondentes negócios, sabendo-se de antemão que tudo será diferente”. “O foco, pelo menos para já, não será o capital estrangeiro, e mantêm-se as dúvidas sobre a resposta do cliente português quanto à motivação para investir no futuro próximo, que, para já, é de muitas incertezas”, defende o responsável.
“Tirando casos pontuais, que os haverá certamente, creio que a partir desta segunda-feira, as empresas de mediação imobiliária estarão a funcionar. Não obstante, não é sinónimo de estar a fazer negócios, para além dos que já estivessem marcados e/ou apalavrados”, salienta ainda. Francisco Bacelar considera que para o setor esteja “operacional” é importante haver produto, compradores, motivação destes, capacidade de investimento, e de financiamento para a procura.
“O produto na forma de imóveis novos em falta antes da paragem, assim se manterá se não houver significativa quebra nos negócios. O contrário implicará alguns reajustes de preços e adequação ao novo cliente de origem nacional, menos apto para suportar preços elevados”, garante. Admite que, como sempre acontece com as crises, “é tudo uma questão de tempo, de reajustes”, e tudo voltará a acontecer com naturalidade, “apesar dos previsíveis abandonos por quem esteja menos preparado para suportar os elevados custos de algum tempo sem negócios”.
O produto na forma de imóveis novos em falta antes da paragem, assim se manterá se não houver significativa quebra nos negócios. O contrário implicará alguns reajustes de preços e adequação ao novo cliente de origem nacional, menos apto para suportar preços elevados
Para os profissionais deixa uma mensagem de motivação e, silmultaneamente, de cuidado. “Não me canso de repetir que só quem for resiliente conseguirá aguentar. Mas para isso é importante que estejam minimamente preparados a nível financeiro. É que pretender ser resiliente sem a mínima condição para conseguir efetuar o seu trabalho, pode levar a maiores prejuízos por força da ‘teimosia’”, defende. Apesar de aconselhar o esforço acrescido, Francisco Bacelar diz que “convém que analisem primeiro se têm condições de aguentar sem receitas, e por quanto tempo”, e que “se  não houver espaço de manobra, devem avaliar a situação e procurar outras saídas, mais cedo do que tarde”.
“Quanto aos clientes, também eu sou consumidor e também eu tenho reservas profundas de como será o mundo a partir de agora. Não obstante, todos vamos continuar a consumir todo o tipo de produtos e habitação é um bem essencial. Sabendo que há disponibilidade da banca para emprestar, e quiçá que apesar dos ajustes os arrendamentos poderão continuar a ter preços pouco recomendáveis para a maioria das carteiras portuguesas, não há como deixar de acreditar na nossa capacidade de renovação, e reinvenção”, conclui.
A importância do setor para a economiaA APEMIP congratula-se com a decisão do Governo, que resulta, segundo o seu porta-voz, “das solicitações feitas pela APEMIP e transmitidas pela Confederação do Comércio e Serviços (CCP), em sede de Concertação Social”, algo que dá um sinal ao setor de que, finalmente, “o mesmo é considerado em paridade com outras atividades, dando-se o devido valor à importância desta classe e àquilo que representa no panorama económico nacional”, nas palavras de Luis Líma.
O presidente da APEMIP diz que a grande maioria das imobilárias já terá reaberto ao público esta segunda-feira, 4 de maio de 2020, estando preocupadas em “garantir o cumprimento de todas as condicionantes impostas, nomeadamente no que diz respeito ao número limite de pessoas que podem permanecer dentro do mesmo espaço”. “Muitas agências terão neste momento apenas uma pessoa nas suas instalações”, frisa o responsável.
Neste momento, e porque está a haver uma “fase de adaptação por parte das empresas à nova realidade, nomeadamente no que diz respeito ao cumprimento das regras e recomendações de higiene e segurança impostas pelas Autoridades de Saúde Pública, e também pouco à vontade de alguns proprietários que não se sentem ainda confortáveis para que os seus imóveis sejam visitados”, Luís Lima considera que “é necessário dar tempo ao tempo e compreender que é natural que neste período haja um decréscimo na procura e nas visitas, pois as pessoas estão receosas não só com a questão sanitária, mas também com o real impacto económico que esta pandemia poderá ter nas suas vidas”.
Reforça a importância de “que todos devem fazer a sua parte para garantir a sua segurança e a segurança dos seus clientes, e assim evitar que haja um retrocesso da situação pandémica nacional, o que poderá ser uma verdadeira tragédia para a economia nacional”. E recorda que "o primeiro-ministro ao anunciar as fases das medidas de desconfinamento disse claramente que não teria nenhum problema em recuar, caso fosse necessário”.
É necessário dar tempo ao tempo e compreender que é natural que neste período haja um decréscimo na procura e nas visitas, pois as pessoas estão receosas não só com a questão sanitária, mas também com o real impacto económico que esta pandemia poderá ter nas suas vidas
Ainda assim, Lima acredita que todos devem “estar otimistas, mas também realistas sobre aquilo que o futuro reserva ao imobiliário”, sublinhando que “não há dúvida de que as nossas empresas estão hoje mais bem preparadas para enfrentar um golpe do que estavam no período da Troika”. Tem plena noção de que nem todas conseguirão suportar o impacto, mas considera que as que conseguirem atravessar este momento, farão uma vez mais o seu papel para que setor se reafirme como uma força motriz da economia nacional. “Estaremos, uma vez mais, na linha da frente para a captação de investimento e dinamização económica”, afirma.
Antevendo que se aproxima agora um período com alguns desafios, nomeadamente relacionados com alguma quebra da procura, “motivada pelas questões sanitárias que farão com que, nos próximos tempos, haja uma tendência para o adiamento de decisões como a compra de casa, devido à quebra do poder de compra das famílias motivada pela instabilidade laboral que é expectável”.
Por outro lado, garante, surge a oportunidade da dinamização do mercado de arrendamento e do investimento para este setor (que se estima que cresça) e também uma janela de oportunidade na captação de não residentes para Portugal, que não sendo imediata poderá ser promovida pela generalização do teletrabalho e pela segurança que o país tem transmitido e pela forma como está a lidar com esta crise sanitária.
“Também já há sinais positivos que foram transmitidos pelo setor financeiro ao mais alto nível, de que o “milagre português” na gestão da questão sanitária tem despertado o interesse dos estrangeiros em investir em Portugal, estando aqui uma “porta aberta” para conseguirmos agregar algum investimento que poderia estar dirigido para Espanha ou Itália”, remata.

Fonte: https://www.idealista.pt/news/especiais/covid-19/2020/05/05/43249-mediacao-imobiliaria-a-dar-o-tudo-por-tudo-para-se-adaptar-a-nova-realidade