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Preço das rendas é o dobro do que as famílias querem pagar

Preço das rendas é o dobro do que as famílias querem pagar

13/09/2016

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt

Mercado de arrendamento está a encolher, mas os preços não e proprietários notam subida no incumprimento. 

Mercado de arrendamento está a encolher, mas os preços não e proprietários notam subida no incumprimento. 

A quebra na oferta de casas para arrendar não tem dados tréguas aos preços, sobretudo em Lisboa e no Porto, onde os valores praticados são, em média, o dobro do que as famílias estariam disponíveis para pagar.
Quem está no mercado, dá conta da rapidez com que as casas disponíveis são alugadas, mas os senhorios notam que o incumprimento está a aumentar. 
Até ao início deste ano, a Associação Nacional de Proprietários recebia entre quatro a cinco pedidos de ajuda por parte dos seus associados para notificar inquilinos com rendas em atraso. 
De há seis meses para cá, afirma o seu presidente, António Frias Marques, tem-se observado “um pico” no incumprimento, o que está a fazer com que neste mês de setembro, o número de notificações diárias tenha ascendido às duas dezenas. 
“Estamos a falar de rendas com atrasos entre dois e quatro meses”, observa ao DN/Dinheiro Vivo António Frias Marques, acentuando que esta atitude acompanha o facto de as pessoas acreditarem que não lhes vai acontecer nada com as mudanças no arrendamento e nos despejos. 
Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), não estranha que o incumprimento esteja a subir. “As rendas praticadas estão em média 30% acima do valor”, afirma, acentuando a forte discrepância entre os valores da oferta e da procura. Segundo um estudo da APEMIP, o concelho de Lisboa, o valor médio das ofertas de casas disponíveis pede 1201 euros de renda mensais mas quem as procura afirma ter disponibilidade para pagar entre 393 e 612 euros. No Porto os valores são idênticos variando entre os 1185 da oferta e os 311 a 555 da procura. 
Por trás deste desfasamento está a quebra na oferta que Luís Lima diz estar a observar desde há 2 anos e que justifica pelo facto de as rendas elevadas terem de novo empurrado as pessoas para a compra de casa – que aproveitam a maior disponibilidade de acesso ao crédito. Em junho, os bancos concederam 587 milhões de euros em crédito à habitação. Ricardo Guimarães, do Confidencial Imobiliário, acentua que o índice de preços (medido pelo CI) avançou 2,4% em 2015, a nível nacional (em Lisboa a subida foi de 9%) e que este ano se está a registar tendência idêntica. 
Nuno Gomes, da Remax, nota que a procura de casas para arrendar continua forte e que há casas que “desaparecem em poucas horas” depois de colocada a oferta. Mas considera que os preços estão elevados, e que por esse motivo, há cada vez mais pessoas, sobretudo jovens, a optar por alugar apenas um quarto. “O lençol do arrendamento residencial encolheu e ficou mais caro”, refere. 
Luxo a subir
A subir, ainda que a um ritmo mais reduzido porque o mercado é também mais pequeno, está o segmento das casas de luxo. “Hoje em dia há também procura neste segmento, até os jogadores de futebol arrendam em vez de comprar”, refere Luís Lima, ilustrando com o exemplo de um jogador de um dos grandes clubes nacionais. Nuno Gomes acrescenta que se trata de um tipo de mercado ainda procurado por empresas para quadros superiores e também por “casais estrangeiros que querem mudar-se para cá e experimentam primeiro alugar uma casa, antes de comprar”. 
Apesar dos preços, quem tem este tipo de casas para arrendar acaba por conseguir fechar o negócio com rapidez. Que o diga Sofia que tem uma casa na linha de Cascais alugada há cerca de dois anos por 2 mil euros por mês. “Foi arrendada mal a coloquei no mercado e quando o primeiro inquilino saiu, não chegou a estar um mês vazia.” 
Perante toda esta dinâmica do mercado, a taxa de inflação que serve de referência à atualização das rendas em 2017 passou praticamente despercebida. Em agosto, a taxa de inflação média dos últimos 12 meses sem habitação foi de 0,54%, segundo revelou ontem o Instituto Nacional de Estatística. 

A quebra na oferta de casas para arrendar não tem dados tréguas aos preços, sobretudo em Lisboa e no Porto, onde os valores praticados são, em média, o dobro do que as famílias estariam disponíveis para pagar.
Quem está no mercado, dá conta da rapidez com que as casas disponíveis são alugadas, mas os senhorios notam que o incumprimento está a aumentar. 
Até ao início deste ano, a Associação Nacional de Proprietários recebia entre quatro a cinco pedidos de ajuda por parte dos seus associados para notificar inquilinos com rendas em atraso. 
De há seis meses para cá, afirma o seu presidente, António Frias Marques, tem-se observado “um pico” no incumprimento, o que está a fazer com que neste mês de setembro, o número de notificações diárias tenha ascendido às duas dezenas. 
“Estamos a falar de rendas com atrasos entre dois e quatro meses”, observa ao DN/Dinheiro Vivo António Frias Marques, acentuando que esta atitude acompanha o facto de as pessoas acreditarem que não lhes vai acontecer nada com as mudanças no arrendamento e nos despejos. 
Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), não estranha que o incumprimento esteja a subir. “As rendas praticadas estão em média 30% acima do valor”, afirma, acentuando a forte discrepância entre os valores da oferta e da procura. Segundo um estudo da APEMIP, o concelho de Lisboa, o valor médio das ofertas de casas disponíveis pede 1201 euros de renda mensais mas quem as procura afirma ter disponibilidade para pagar entre 393 e 612 euros. No Porto os valores são idênticos variando entre os 1185 da oferta e os 311 a 555 da procura. 
Por trás deste desfasamento está a quebra na oferta que Luís Lima diz estar a observar desde há 2 anos e que justifica pelo facto de as rendas elevadas terem de novo empurrado as pessoas para a compra de casa – que aproveitam a maior disponibilidade de acesso ao crédito. Em junho, os bancos concederam 587 milhões de euros em crédito à habitação. Ricardo Guimarães, do Confidencial Imobiliário, acentua que o índice de preços (medido pelo CI) avançou 2,4% em 2015, a nível nacional (em Lisboa a subida foi de 9%) e que este ano se está a registar tendência idêntica. 
Nuno Gomes, da Remax, nota que a procura de casas para arrendar continua forte e que há casas que “desaparecem em poucas horas” depois de colocada a oferta. Mas considera que os preços estão elevados, e que por esse motivo, há cada vez mais pessoas, sobretudo jovens, a optar por alugar apenas um quarto. “O lençol do arrendamento residencial encolheu e ficou mais caro”, refere. 
Luxo a subir
A subir, ainda que a um ritmo mais reduzido porque o mercado é também mais pequeno, está o segmento das casas de luxo. “Hoje em dia há também procura neste segmento, até os jogadores de futebol arrendam em vez de comprar”, refere Luís Lima, ilustrando com o exemplo de um jogador de um dos grandes clubes nacionais. Nuno Gomes acrescenta que se trata de um tipo de mercado ainda procurado por empresas para quadros superiores e também por “casais estrangeiros que querem mudar-se para cá e experimentam primeiro alugar uma casa, antes de comprar”. 
Apesar dos preços, quem tem este tipo de casas para arrendar acaba por conseguir fechar o negócio com rapidez. Que o diga Sofia que tem uma casa na linha de Cascais alugada há cerca de dois anos por 2 mil euros por mês. “Foi arrendada mal a coloquei no mercado e quando o primeiro inquilino saiu, não chegou a estar um mês vazia.” 
Perante toda esta dinâmica do mercado, a taxa de inflação que serve de referência à atualização das rendas em 2017 passou praticamente despercebida. Em agosto, a taxa de inflação média dos últimos 12 meses sem habitação foi de 0,54%, segundo revelou ontem o Instituto Nacional de Estatística.