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Portugueses ainda preferem comprar casa

Portugueses ainda preferem comprar casa

25-07-2012

Fonte: http://sol.pt

O imobiliário em Portugal está numa fase de ajustamento e de mudança nas regras do mercado. Já não é novidade que a insolvência contínua de múltiplas empresas e a quebra do rendimento disponível das famílias têm reflexos imediatos no panorama imobiliário, que se traduzem numa contracção do investimento e num contínuo reajustamento entre oferta e procura.


O imobiliário em Portugal está numa fase de ajustamento e de mudança nas regras do mercado. Já não é novidade que a insolvência contínua de múltiplas empresas e a quebra do rendimento disponível das famílias têm reflexos imediatos no panorama imobiliário, que se traduzem numa contracção do investimento e num contínuo reajustamento entre oferta e procura.

De acordo com o estudo relativo ao primeiro trimestre de 2012, do Gabinete de Estudos da APEMIP (Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), nos primeiros três meses do ano transacionaram-se cerca de 43 mil imóveis (urbanos, rústicos e mistos), registando uma quebra aproximada de 18% face a 2011. A restrição ao crédito para habitação por parte das instituições bancárias leva a uma nova abordagem à aquisição de habitação, as dificuldades na compra abrem espaço para o arrendamento.
De facto, no período em análise, as intenções da procura, segundo dados do portal imobiliário Casa Yes, eram superiores a 40%. Este comportamento reflecte, desde logo, a deterioração sistemática que tem atingido a capacidade financeira das famílias e a forma como estas encaram actualmente o mercado.
Procura de arrendamentos maior entre os 300 e os 500€
Nas pesquisas efectuadas ao portal, a procura nacional de valores de arrendamento residencial em 39,2% dos casos centrava-se entre os 300€ e os 500 euros; 35,7% procuraram valores inferiores ou iguais a 300 euros;€ e 15,1% dos casos situavam-se entre os 500 e os 750€euros.
Contrastando a procura com o que existe em stock no mercado, nota-se um certo desajustamento. De facto, apenas 9,9% dos imóveis do CasaYes registaram valores inferiores ou iguais a 300€euros; 40,1% encerram valores entre os 300€e 500 euros; e 22,8% estão entre os 500 e os 750€euros.
Quanto às pesquisas para aquisição de casa, 25,6% direccionaram-se para valores inferiores ou iguais a 75.000€euros; 33,5% entre os 75.000 e os 125.000€euros; e 19,7% incidiram em casas entre 125.000 e 175.000€euros. No que concerne à oferta, os valores médios no primeiro trimestre concentraram-se maioritariamente em torno dos 75.000 até aos 125.000€euros (29,6%); e entre os 125.000 e os 175.000€euros (21,9%).
Apartamentos em Lisboa, moradias em Gaia
Numa análise por tipo de imóvel, 59,7% das pesquisas direccionavam-se para apartamentos e 30,1% para moradias. Por tipologia a procura continua segmentada, à semelhança da oferta, maioritariamente nos T2 e T3, com uma crescente relevância dos T1.
Alargando a análise ao nível concelhio, e tendo por base de referência os primeiros três meses do ano, o município de Lisboa encontra-se como o concelho mais pesquisado, com 11,2%. Na procura de apartamentos regista 16,2%, nos imóveis não residenciais encerra cerca de 7,1%; nos imóveis para compra teve 9,4%; e para arrendamento 15%. Na procura de moradias, Vila Nova de Gaia liderou com 3,7% de pesquisas geradas, ocupando Lisboa, neste caso, o 5.º lugar. No que se refere ao arrendamento, o maior nível de pesquisas centrou-se em municípios das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

De acordo com o estudo relativo ao primeiro trimestre de 2012, do Gabinete de Estudos da APEMIP (Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), nos primeiros três meses do ano transacionaram-se cerca de 43 mil imóveis (urbanos, rústicos e mistos), registando uma quebra aproximada de 18% face a 2011. A restrição ao crédito para habitação por parte das instituições bancárias leva a uma nova abordagem à aquisição de habitação, as dificuldades na compra abrem espaço para o arrendamento.

De facto, no período em análise, as intenções da procura, segundo dados do portal imobiliário Casa Yes, eram superiores a 40%. Este comportamento reflecte, desde logo, a deterioração sistemática que tem atingido a capacidade financeira das famílias e a forma como estas encaram actualmente o mercado.

Procura de arrendamentos maior entre os 300 e os 500€
Nas pesquisas efectuadas ao portal, a procura nacional de valores de arrendamento residencial em 39,2% dos casos centrava-se entre os 300€ e os 500 euros; 35,7% procuraram valores inferiores ou iguais a 300 euros;€ e 15,1% dos casos situavam-se entre os 500 e os 750€euros.

Contrastando a procura com o que existe em stock no mercado, nota-se um certo desajustamento. De facto, apenas 9,9% dos imóveis do CasaYes registaram valores inferiores ou iguais a 300€euros; 40,1% encerram valores entre os 300€e 500 euros; e 22,8% estão entre os 500 e os 750€euros.

Quanto às pesquisas para aquisição de casa, 25,6% direccionaram-se para valores inferiores ou iguais a 75.000€euros; 33,5% entre os 75.000 e os 125.000€euros; e 19,7% incidiram em casas entre 125.000 e 175.000€euros. No que concerne à oferta, os valores médios no primeiro trimestre concentraram-se maioritariamente em torno dos 75.000 até aos 125.000€euros (29,6%); e entre os 125.000 e os 175.000€euros (21,9%).

Apartamentos em Lisboa, moradias em Gaia


Numa análise por tipo de imóvel, 59,7% das pesquisas direccionavam-se para apartamentos e 30,1% para moradias. Por tipologia a procura continua segmentada, à semelhança da oferta, maioritariamente nos T2 e T3, com uma crescente relevância dos T1.
Alargando a análise ao nível concelhio, e tendo por base de referência os primeiros três meses do ano, o município de Lisboa encontra-se como o concelho mais pesquisado, com 11,2%. Na procura de apartamentos regista 16,2%, nos imóveis não residenciais encerra cerca de 7,1%; nos imóveis para compra teve 9,4%; e para arrendamento 15%. Na procura de moradias, Vila Nova de Gaia liderou com 3,7% de pesquisas geradas, ocupando Lisboa, neste caso, o 5.º lugar. No que se refere ao arrendamento, o maior nível de pesquisas centrou-se em municípios das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.