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Mais de 30% do novo crédito à habitação já é com taxa fixa, sem depender da Euribor

Mais de 30% do novo crédito à habitação já é com taxa fixa, sem depender da Euribor

09/11/2016

Fonte: https://www.idealista.pt

O cenário de baixas taxas de juro veio alterar o mercado do crédito à habitação em Portugal. Os novos contratos de financiamento para a compra de casa estão agora, na maioria dos casos, a serem fechados com base em taxas fixas, ao contrário do que acontecia - quase sempre estavam indexados às Euribor variáveis. Um terço das operações feitas este ano já são com juros sem alterações.

E a aposta das instituições financeiras nas soluções de taxa fixa deverá manter-se, até porque as Euribor poderão continuar negativas no médio prazo. Os contratos futuros sobre a taxa a três meses apontam para que se mantenha negativa, pelo menos, até setembro de 2020.
A Euribor continua a ser o indexante em 90% dos financiamentos para a compra de casa, mas tem vindo a perder expressão, nos últimos meses, escreve o Jornal de Negócios, apoiado nos dados mais recentes do Banco de Portugal: entre janeiro e agosto foram concedidos 1.147 milhões de euros de novo crédito à habitação concedido a taxa fixa e este valor representa 31,3% das novas operações de financiamento realizadas.
"O forte crescimento relativo decorre do facto de anteriormente o crédito a taxa fixa ser praticamente inexistente", aponta Filipe Garcia, economista da IMF, reconhecendo que, há no entanto, "cada vez mais operações a taxa fixa, o que se justifica essencialmente pela vontade dos bancos em contratarem dessa forma, porque lhes permite cobrar uma taxa de juro mais alta".
Nos créditos a taxa variável, tal como recorda o diário, a legislação determina que a taxa de juro final resulta da soma da média da Euribor no mês anterior à revisão ao 'spread', mas nos financiamentos a taxa fixa não existe nenhuma regra que determine como é que a taxa de juro deve ser definida. Desta forma, cada instituição financeira determina a taxa de juro de modo diferente.

E a aposta das instituições financeiras nas soluções de taxa fixa deverá manter-se, até porque as Euribor poderão continuar negativas no médio prazo. Os contratos futuros sobre a taxa a três meses apontam para que se mantenha negativa, pelo menos, até setembro de 2020.
A Euribor continua a ser o indexante em 90% dos financiamentos para a compra de casa, mas tem vindo a perder expressão, nos últimos meses, escreve o Jornal de Negócios, apoiado nos dados mais recentes do Banco de Portugal: entre janeiro e agosto foram concedidos 1.147 milhões de euros de novo crédito à habitação concedido a taxa fixa e este valor representa 31,3% das novas operações de financiamento realizadas.
"O forte crescimento relativo decorre do facto de anteriormente o crédito a taxa fixa ser praticamente inexistente", aponta Filipe Garcia, economista da IMF, reconhecendo que, há no entanto, "cada vez mais operações a taxa fixa, o que se justifica essencialmente pela vontade dos bancos em contratarem dessa forma, porque lhes permite cobrar uma taxa de juro mais alta".
Nos créditos a taxa variável, tal como recorda o diário, a legislação determina que a taxa de juro final resulta da soma da média da Euribor no mês anterior à revisão ao 'spread', mas nos financiamentos a taxa fixa não existe nenhuma regra que determine como é que a taxa de juro deve ser definida. Desta forma, cada instituição financeira determina a taxa de juro de modo diferente.