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Há cada vez mais portugueses a comprarem habitação de luxo

Há cada vez mais portugueses a comprarem habitação de luxo

20/01/2020

2020 será o ano da consolidação dos preços num mercado ao alcance de poucos. Na leiloeira Sotheby’s, metade dos clientes são portugueses

2020 será o ano da consolidação dos preços num mercado ao alcance de poucos. Na leiloeira Sotheby’s, metade dos clientes são portugueses


Comprar um apartamento por €7 milhões não está ao alcance de qualquer português. Mas o imobiliário de luxo em Portugal tem vindo a crescer. A Sotheby’s, que vendeu a casa de Cristiano Ronaldo, é líder nos mercados europeu, do Médio Oriente e de África (EMEA). E o seu diretor-geral, Miguel Poisson, garante que o perfil dos investidores está a mudar: “Metade dos nossos clientes são portugueses”, diz ao Expresso.
“Com a crise, houve cidadãos nacionais que venderam alguns ativos menos importantes, como casas de segunda habitação. Agora sentimos um maior investimento da classe média alta, que retoma a tendência da segunda habitação, porque tem uma valorização interessante. Fazem-no para uso próprio ou para rentabilizar os seus investimentos”, explica o gestor.
Já em maio do ano passado, os números de outra agência, a RE/MAX Collection — o segmento mais alto da marca norte-americana —, mostravam que os clientes nacionais tinham sido responsáveis pela aquisição de 61,7% dos imóveis transacionados em 2018. Com uma média de nove casas vendidas por dia, os investimentos portugueses representaram um aumento de 43,1% num volume global de negócios superior a €800 milhões. Entre os estrangeiros, os que mais investem no imobiliário de luxo são brasileiros, franceses, espanhóis e ingleses.
“A próxima grande vaga de investimento estrangeiro será dos EUA”, antevê Poisson, que refere a segurança, o clima, a gastronomia e a hospitalidade do povo como os principais argumentos para ­atrair clientes internacionais. “Foi um país onde se fez imensa divulgação de Portugal. A onda do McNamara, que passou em Times Square, e os VIP que se mudaram para Lisboa, como a Madonna, são fatores de atração de investimento”, diz o gestor ao Expresso.
Com cinco mil imóveis à venda em Portugal, a Sotheby’s aposta, sobretudo, no mercado residencial, embora o turismo seja também uma área da leiloeira. “Somos abordados por investidores que querem comprar terrenos para desenvolvimento de explorações turísticas em Lisboa, Porto, Algarve e Madeira, que são as zonas onde estamos mais concentrados”, afirma. É o caso do White Shell Beach Villas, situa­do na zona de Porches, no Algarve. É um resort de luxo, composto por 55 villas e apartamentos, de T1 a T3, com preços que podem chegar aos €600 mil por fração. A leiloeira tem também o Muda Reserve, na Comporta, além de vários empreendimentos de luxo em Lisboa: a Rodrigo da Fonseca Prime Residences, a Tower, a Prata River Side Village, entre outros.
“A crise nos EUA afetou fortemente o mercado imobiliário português em 2010. O ano seguinte foi difícil, 2012 foi muito duro. Metade das agências imobiliárias fecharam, os bancos cortaram o financiamento às famílias”, conta Poisson, com números de cabeça: “Em 2007, os bancos financiavam as operações novas das famílias em cerca de €1800 milhões por mês. Em 2012, esse valor desceu para €150 milhões, uma queda de 90%. A economia estava parada.” Uma das salvações do sector — e da economia — foram os Golden Visa. “É a partir daí que se dá o clique, que resolveu problemas em zonas com excesso de oferta, como no Parque das Nações. O outro foi a Primavera Árabe, que desviou o turismo para Portugal.”
Terá sido essa uma das principais razões para o crescimento do imobiliário de luxo, sobretudo a partir de 2014, com o reforço da adesão de cidadãos europeus ao regime fiscal para residentes não habituais. “Muitos conseguiram comprar imóveis em Portugal, que arrendam enquanto estão fora.” O mercado — e os preços — cresceram de forma constante até 2018. “Houve um desaceleramento do preço, as economias devem crescer em escada. 2020 será um ano de consolidação.”

Comprar um apartamento por €7 milhões não está ao alcance de qualquer português. Mas o imobiliário de luxo em Portugal tem vindo a crescer. A Sotheby’s, que vendeu a casa de Cristiano Ronaldo, é líder nos mercados europeu, do Médio Oriente e de África (EMEA). E o seu diretor-geral, Miguel Poisson, garante que o perfil dos investidores está a mudar: “Metade dos nossos clientes são portugueses”, diz ao Expresso.“Com a crise, houve cidadãos nacionais que venderam alguns ativos menos importantes, como casas de segunda habitação. Agora sentimos um maior investimento da classe média alta, que retoma a tendência da segunda habitação, porque tem uma valorização interessante. Fazem-no para uso próprio ou para rentabilizar os seus investimentos”, explica o gestor.Já em maio do ano passado, os números de outra agência, a RE/MAX Collection — o segmento mais alto da marca norte-americana —, mostravam que os clientes nacionais tinham sido responsáveis pela aquisição de 61,7% dos imóveis transacionados em 2018. Com uma média de nove casas vendidas por dia, os investimentos portugueses representaram um aumento de 43,1% num volume global de negócios superior a €800 milhões. Entre os estrangeiros, os que mais investem no imobiliário de luxo são brasileiros, franceses, espanhóis e ingleses.“A próxima grande vaga de investimento estrangeiro será dos EUA”, antevê Poisson, que refere a segurança, o clima, a gastronomia e a hospitalidade do povo como os principais argumentos para ­atrair clientes internacionais. “Foi um país onde se fez imensa divulgação de Portugal. A onda do McNamara, que passou em Times Square, e os VIP que se mudaram para Lisboa, como a Madonna, são fatores de atração de investimento”, diz o gestor ao Expresso.Com cinco mil imóveis à venda em Portugal, a Sotheby’s aposta, sobretudo, no mercado residencial, embora o turismo seja também uma área da leiloeira. “Somos abordados por investidores que querem comprar terrenos para desenvolvimento de explorações turísticas em Lisboa, Porto, Algarve e Madeira, que são as zonas onde estamos mais concentrados”, afirma. É o caso do White Shell Beach Villas, situa­do na zona de Porches, no Algarve. É um resort de luxo, composto por 55 villas e apartamentos, de T1 a T3, com preços que podem chegar aos €600 mil por fração. A leiloeira tem também o Muda Reserve, na Comporta, além de vários empreendimentos de luxo em Lisboa: a Rodrigo da Fonseca Prime Residences, a Tower, a Prata River Side Village, entre outros.“A crise nos EUA afetou fortemente o mercado imobiliário português em 2010. O ano seguinte foi difícil, 2012 foi muito duro. Metade das agências imobiliárias fecharam, os bancos cortaram o financiamento às famílias”, conta Poisson, com números de cabeça: “Em 2007, os bancos financiavam as operações novas das famílias em cerca de €1800 milhões por mês. Em 2012, esse valor desceu para €150 milhões, uma queda de 90%. A economia estava parada.” Uma das salvações do sector — e da economia — foram os Golden Visa. “É a partir daí que se dá o clique, que resolveu problemas em zonas com excesso de oferta, como no Parque das Nações. O outro foi a Primavera Árabe, que desviou o turismo para Portugal.”Terá sido essa uma das principais razões para o crescimento do imobiliário de luxo, sobretudo a partir de 2014, com o reforço da adesão de cidadãos europeus ao regime fiscal para residentes não habituais. “Muitos conseguiram comprar imóveis em Portugal, que arrendam enquanto estão fora.” O mercado — e os preços — cresceram de forma constante até 2018. “Houve um desaceleramento do preço, as economias devem crescer em escada. 2020 será um ano de consolidação.

Fonte: Jornal Expresso - https://expresso.pt/economia/2020-01-18-Ha-cada-vez-mais-portugueses-a-comprarem-habitacao-de-luxo